Desde garoto, recebi lições tácitas de meus pais, que junto a minha personalidade fizeram meu caráter. Uma delas foi a do respeito ao próximo, a aprender a dividir, a paciência e quiçá a tolerância.
Escrevo isso por que venho observando em minhas poucas andanças o quão superficial vem parecendo ser as relações, sobretudo entre os mais garotos. Os beijos, sobretudo quando vem carregado de significações que rompem já dilacerados paradigmas, carregam um estandarte pesado, uma afirmação como se fosse, estou aqui, eu posso e vocês precisam me engolir.
Não falo de gênero, de credo ou superstições. Estou expondo a leitura dos meus pensamentos em observação feita e discutida com alguns amigos que dialogam comigo. Foi uma mudança muito abrupta a que tivemos. Somos novo mundo, o Brasil apesar dos avanços tecnológicos, ainda tem o povo praticando atos medievais. Sorte que essas atitudes não são exclusivas a nós, habitantes da agora pseudo civilizada Ilha de Santa Cruz.
E o que falar dessa não tão nova, mas ainda "abobalhadora" para muitos, inclusão digital? Quantas maldades são lançadas, fazendo sangrar as páginas das redes sociais. As pessoas postam crimes violentos, imagens degradantes, alcoolismo, doenças. Os jovens, Ah, os jovens! Se mostram pulando para fundos precipícios do álcool e da droga, acham ser legal o envenenamento. é lindo secar inúmeras garrafas de Whisky e energético. Mas, se as músicas incitam a isso, a quem recorrer? Não é a televisão o maior formador de opinião da sociedade brasileira? Gente que fala o que pensa, mas quase nunca pensa o que fala. Com todo o respeito ao meu ancestral Autralopithecus, mas apesar das ideias modernas, como já cantava a Banda Engenheiros do Hawaii, ainda somos os mesmos homens que viviam nas cavernas. O agravante para nós, é que não temos a decência nem as atitudes de animais na selva,, que mata para comer, que se comporta de forma sustentável.
Pretendo terminar essas despretensiosas linhas fazendo um apelo. Vamos regar o amor dentro de nossos lares. Falo isso por observar muitas expressões de amor estampadas em carros, páginas virtuais, outdoor, mas não vejo esse amor sendo espalhado e perpetuado dentro dos lares. Vamos por favor praticar a paciência, vamos praticar o amor, a tolerância. Não de forma piegas ou clichê, com um romantismo desproporcional ou exacerbado, mas de forma constante e até militante.
A sociedade está pelo avesso, de cabeça para baixo, e se nós não nos unirmos em prol de uma boa causa, a bomba vai continuar explodindo e rachando cada vez mais a estrutura de uma decadente edificação social.

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