Imagem é o que se mostra e o que se vê, as vezes o que se enxerga, exceto quando os olhos que se comunicam tem uma visão de alcance privilegiado, relegando o que é de Narciso para um plano secundário, e vendo um pouquinho do que existe além da embalagem material.
Penso sobre isso, pois não me falta modelos vivos do quão artificial pode ser a imagem passada, transmitida ou retransmitida por objetos, fatos e ou pessoas. E com o advento da inclusão digital, que nos pegou um pouco fora do prumo da educação formal, da educação moral, da dita e quase distante civilização, a imagem passou a servir como escudo, como carapaça, como material para engodo. Observo como as pessoas tem quase a obrigação moral de auto promoção, que o bom é ter um status de padrão galáctico, mas que infelizmente deixam a desejar em diversos setores de suas vidas, muitas vezes medíocres e piegas.
Seres humanos apodrecendo vivos para sustentarem corpos que o darão minutos de fama. Fama por ser um produto incentivado a ser ignorante, que não precisa se elevar com os bons costumes, com a caridade ou com o amor e a inteligência, apenas o invólucro carnal recheado de anabolizantes, carnes a mostra em açougues caros de mercadorias vivas pulando das TVs de alta definição. É claro que é muito bom ser saudável, mas o que vemos são pessoas doentes ou adoecendo para se transformarem em líderes de uma revolução de ignorantes úteis. É tão bom quando encontramos pessoas de verdade. Pessoas que riem, que choram, que amam, mas que fazem isso sempre, pois enxergo muitos intelectuais que são como disse Jesus Cristo a pouco mais de dois mil anos atrás, os sepulcros caiados, limpinhos a primeira vista, mas guardando podridão em seu interior.


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