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| Eis o fiel retrato dos nossos nobres merdas, quero dizer, governantes. |
Pátria cruel,não és mãe gentil dos filhos desta terra, que ainda tem seus gritos
entalados em suas goelas,ofuscados numa terra, aonde só reina a ganância
abusaram de nossa inocência, destruíram a nossa esperança,nos enganaram com suas mentiras
estupraram as nossas crianças, nos trouxeram as suas mazelas, nos enganaram com bugigangas.
Tribos oprimidas pelo poder, é só o que vocês vão ver pela TV.
Mas, vamos seguir em frente, reflorestando as nossas mentes
pois sei que ainda temos 500 anos pela frente, para cicatrizar nossas feridas.
"...dos filhos deste solo és mãe gentil,pátria amada Brasil."
Baseado na musica de Cristiano Cabelo, um desabafo.

5 comentários:
Puts! Desde que você usou esse texto (ainda temos 500 anos para cicatrizarmos nossas feridas)para fazer aquele comentário no blog do yahoo que fiquei viajando. É isso aí man. Só acho que precisamos conter um pouco esse ímpeto que tem nos perseguido ultimamente ( à você e a mim) quanto à essa situação obscena por que passa a política brasileira. A gente precisa estar em alerta máximo pois, ACIMA DE TUDO A SAÚDE DA NOSSA MENTE, valeu? Vamos tentar nos ajudar mùtuamente afinal ' NÃO VAMOS DEIXAR NOS EMBRUTECER. ACREDITEMOS NOS NOSSOS IDEAIS. PODEM ATÉ MACHUCAR OS NOSSOS CORAÇÕES, MAS NOSSOS ESPÍRITOS NINGUÉM VAI CONSEGUIR QUEBRAR"
Valeu Korn! Mas para manter minha insana visão do nada em perfeito estado,precisava escrever.
Em minha pátria ha um monte.
Corre em minha pátria um rio.
Vem comigo.
A noite sobe ao monte.
A fome desce o rio.
Vem comigo.
Quem são os que padecem?
Não sei, sei que são meus:
Vem comigo.
Não sei , porém me chamam
e me dizem: "sofremos".
Vem comigo.
E me dizem: "teu povo ,
teu povo deserdado,
entre o monte e o rio,
com fome e com dores ,
não quer lutar sòzinho,
te está esperando, amigo".
Oh tu , a que amo,
pequeno , grão vermelho de trigo,
a luta será dura,
mas tu virás comigo.
(pablo neruda)
Putz!
Agora me deixem tranquilo.
Agora se acostumem sem mim.
Eu vou cerrar os meus olhos.
Somente quero cinco coisas,
cinco raízes preferidas.
Uma é o AMOR sem fim.
A segunda é VER O OUTONO.
Não posso ser sem que as folhas voem e voltem à terra.
A terceira é o GRAVE INVERNO ,
a chuva que amei , a carícia do fogo no frio silvestre.
Em quarto lugar O VERÃO REDONDO COMO UMA MELANCIA.
A quinta coisa são OS TEUS OLHOS.
Não quero dormir sem teus olhos,
não quero ser sem que me olhes:
eu mudo a primavera para que me sigas olhando.
Amigos, isso é quanto quero.
É quase nada e quase tudo.
Agora, se querem podem ir.
Viví tanto que um dia terão de , por força me esquecer,
apagando-me do quadro-negro:
meu coração foi interminável.
Porém , porque peço silêncio
não creiam que vou morrer:
passa comigo o contrário:
sucede que vou viver.
Sucede que sou e que sigo.
Não será, pois la bem dentro de mim crescerão cereais,
primeiro os grãos que rompem a terra para ver a luz,
porém a mãe terra é escura:
e dentro de mim sou escuro:
sou como o poço em cujas águas a noite deixa suas estrelas e segue sozinha pelo campo.
Sucede que tanto viví que quero viver outro tanto.
Nunca me sentí tão sonoro,
nunca tive tantos beijos.
Agora, como sempre , é cedo.
Voa a luz com suas abelhas.
Me deixem só com o dia.
Peço licença para nascer.
pablo neruda
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